A relação do bebê com os animais

Quando há um bebê a caminho, muitos pais podem ficar preocupados com a interação que irá se estabelecer entre a criança e o bichinho de estimação. Entretanto, com as devidas precauções, a relação do bebê com os animais pode ser muito saudável. Animais de estimação oferecem carinho e companhia e, muitas vezes, são considerados membros da família. Basta dar uma olhadinha nas redes sociais para ver os inúmeros vídeos que provam tamanha interação e fofura.

Como deve-se iniciar o contato?

O primeiro passo é ter certeza de que o animal de estimação não apresenta riscos para a saúde do bebê. Cães e gatos, por exemplo, não costumam criar maiores problemas.

Depois de tomar todas as vacinas iniciais e o pediatra der o aval para o contato, é possível iniciar a relação do bebê com os animais, mesmo que seja após poucos dias de vida.

 

Para que isso aconteça de forma tranquila e segura, a aproximação deve ser lenta e cuidadosa. Tanto veterinários quanto pediatras concordam que a melhor maneira de apresentar o pet para o novo membro da família é segurando o bebê no colo e permitindo que o animal se aproxime lentamente. Se for um cachorro, certamente ele vai querer farejá-lo.

 

Após esses primeiros momentos, você pode permitir que o cãozinho fique por perto, mas é importante manter uma distância segura, sempre com vigilância de um adulto, para evitar riscos de lambeduras, mordeduras, arranhaduras e infecções. Pode ser que o cachorro queira cheirá-lo ou “cavá-lo”, e brincar sem levar em consideração o seu tamanho.

Também deve-se tomar cuidado para que a criança não tenha nenhum brinquedo ou objeto na mão que possa agredir ou assustar o animal. Afinal, o seu modo de brincar também pode ser inesperado.

Em relação aos cachorros, não existe uma raça que não se dê bem com crianças porque tudo depende da forma como foram educados. Além disso, a idade do pet não costuma influenciar na adaptação.

Uma vez adaptados à mudança, descobrirão outra pessoa para amar, outra pessoa que o ama, mais alguém com quem brincar e compartilhar.

 

 

Depois dos seis meses de idade, quando o bebê puder agarrar coisas com as mãos, certamente vai querer acariciar o bichinho. E não há nenhuma razão para que você o proíba de fazer isso. Essa relação do bebê com os animais tem suas vantagens, sendo uma ótima forma de entretenimento.

Mas lembre-se de que, logo após o contato com o animal, sempre se deve lavar as mãos imediatamente. Isso porque os bebês, muitas vezes, costumam colocar as mãos na boca.

Entretanto, por mais dócil e inofensivo que o bichinho pareça, nunca deixe seu filho sozinho com ele. Por ciúme, curiosidade ou outro motivo, ele pode machucá-lo.

 

Será que meu bebê vai desenvolver alergia?

Em regra, não. Os especialistas em alergias dizem que a presença de um animal em casa, especialmente um cachorro, pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico das crianças, sendo benéfico essa relação do bebê com os animais.

Pesquisas realizadas em diferentes partes do mundo têm demonstrado que, ao contrário da crença popular, o convívio dos bebês com animais de estimação — gatos e cachorros, principalmente — reduz os riscos de as crianças desenvolverem asma e outras doenças respiratórias.

É o caso de um estudo norte-americano que acompanhou 442 pessoas do nascimento até os 7 anos de idade. Constatou-se que as crianças que conviveram com gatos desde bebês apresentaram menos propensão à asma, ainda que vivessem em ambientes altamente poluídos (grandes metrópoles) e tendo ao menos um dos pais com a doença.

A explicação é que as partículas potencialmente alergênicas, liberadas pelos gatos no ambiente, estimularam o sistema imunológico das crianças, deixando-as mais resistentes.

O fortalecimento da imunidade também é a chave de pesquisa feita na Finlândia, pelo Hospital Universitário de Kuopi. Foi demonstrado que bebês que conviveram com cães e gatos no primeiro ano de vida tiveram menos otite, infecções e problemas respiratórios e usaram menos antibióticos que as demais.

No entanto, deve-se ter em mente que existem exceções. Nesse sentido, é possível que o bebê seja vulnerável à presença de pêlos de animais.

Dessa forma, deve-se observar se o bebê tem alguma reação adversa sempre que se aproxima do bichinho. Se esse for o caso, o médico deverá ser consultado.

Cuidados

  • Evite limpar a caixa de areia dos gatos. Os gatos são os hospedeiros de um protozoário que pode causar a toxoplasmose, uma doença grave quando o primeiro contato ocorre durante a gravidez. Nesses casos, o risco de ela passar para o feto é de 50%, levando a malformações, cegueira no bebê e até mesmo aborto, entre outras complicações. O perigo está nas fezes do bichano, por isso, o ideal é que, durante a gestação, você delegue a limpeza da caixa de areia para outra pessoa. Se for necessário que você mesma a limpe, use sempre luvas e lave bem as mãos com água e sabão após o trabalho.
  • Não deixe o animal de estimação transitar pelo quarto em que o recém-nascido dorme.
  • Não deixe o recém-nascido e o animal de estimação dividirem a mesma cama para dormir.
  • Sempre supervisione o bebê quando estiver em contato com o bichinho. Por mais dócil que o animal seja, gatos e cachorros são imprevisíveis e podem oferecer riscos em algum momento.
  • Higienize bem suas mãos e as do bebê após tocar no animal de estimação.
  • Fique atento a sinais de perigo, como a possibilidade do seu animal de estimação avançar, arranhar ou morder a criança.
  • Quando o animal ficar doente, leve-o imediatamente ao veterinário e o mantenha longe do bebê.
  • Não armazene ou prepare a comida do animal perto dos alimentos da família.
  • Mantenha as tigelas de água e comida do animal longe do alcance do bebê.
  • Mantenha as áreas utilizadas pelo animalzinho sempre limpas, principalmente onde faz suas necessidades.
  • Se o bebê for mordido ou arranhado, desinfete o machucado e leve-o ao pediatra.
  • Se você tem um jardim, pode ser interessante separá-lo em duas áreas: uma para o bebê e outra para o animal. Se não for possível, sempre verifique as condições de higiene do local antes de deixar seu filho brincar por lá.
  • Não deixe o bebê colocar o rosto perto do nariz ou boca do animal.

Acostume seu pet à presença do recém-nascido, sempre permitindo que o animal chegue perto ou cheire o bebê quando estiver no seu colo.

O animal de estimação pode ficar com ciúme do recém-nascido. Quando chegar em casa da maternidade, tente dar um pouco de atenção para o bichinho para que ele continue sentindo todo o seu amor.

Não toque em hamsters. Se você tem um hamster, o melhor é evitar o contato com o bichinho durante a gravidez, já que ele pode estar contaminado com um vírus chamado Lymphocytic choriomeningitis, que pode causar defeitos congênitos no bebê. A contaminação se dá pela urina, sangue ou saliva do roedor. Assim, a limpeza da gaiola deve ser feita por outra pessoa.

Benefícios da relação do bebê com os animais

Quando os animais e os bebês crescem juntos, os benefícios são incontáveis.

Estimulação sensorial

Os bebês são muito interessados em tudo quanto é novidade, e os animais são uma agradável fonte de estímulos. Juntos eles terão experiências variadas, excitantes e divertidas.

A agilidade é treinada pelas tentativas do bebê de seguir visualmente o animal e, em seguida, movendo-se até ele. Além disso, descobrirá novas texturas no corpo do bichinho e vai adorar acariciar.

Afetividade e empatia

Os animais são extremamente sensíveis aos bebês, pois sabem que ele é um ser frágil e indefeso que precisa de delicadeza e proteção. Em diversas ocasiões ouvimos notícias de animais que salvam bebês, que os protegem de acidentes fatais ou que cuidam deles em situações extremas. Nada mais é do que o instinto dos animais que os leva a preservar a vida dos filhotes.

Diferentes estudos comprovam que as crianças que crescem com cães e gatos são emocionalmente mais inteligentes e compassivas. Um estudo com crianças entre três e seis anos de idade demonstrou que as crianças que têm animais de estimação são mais empáticas em relação aos animais e a outros seres humanos.

Senso de responsabilidade

Conforme a criança vai crescendo, é importante delegar a ela pequenas responsabilidades  dos cuidados com o bichinho, como colocar a ração na vasilha, trocar a água e acompanhar na vacinação. Essa atitude proporciona a ela um senso de responsabilidade, fazendo com que se sinta mais capaz e competente,  reforçando a sua autoestima e auxiliando no seu desenvolvimento.

 

Como podemos observar, são inúmeros os benefícios de ter um bichinho em casa. Basta ter os cuidados necessários e estará tudo bem.

E não se incomode com os comentários desagradáveis de pessoas que, por ignorância ou porque não gostam de animais de estimação, vierem a falar com você. Muitos absurdos que são ditos por aqueles que não conseguem enxergar os benefícios trazidos na relação do bebê com os animais.

Uma coisa é certa: não há a menor necessidade de abandonar o seu pet!

Qualquer dúvida, converse com o seu pediatra.

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